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"... tudo o que vejo tem ponto de beleza e crueldade, pois o que é belo é cruel e nao ha nada que se possa fazer àcerca disso." "all i see has beauty and cruelty in it, for all that is beautyfull is also cruel an there's nothing you can do about it."

Tuesday, September 29, 2009

a linha temporal da (in)existencia

o passado é memória, dum, doutro, de nós todos e todos os outros...
o futuro imaginação, ela que dá espaço a tudo...
e o presente é um ponto que se desloca, sem dimensão ou profundidade...

memória -> () -> imaginação

seguindo uma lógica bastante racional, seremos então imateriais, leves pontos inexistentes, puramente conceptuais... entre a memória e a imaginação...

3 comments:

Nza.and_Ctiz said...

txéé sódades disto.

beeeijoo

Anonymous said...

Só há um pequeno senão com esta questão...
O futuro não é apenas gerado pela imaginação, mas também pela dimensão ou profundidade com que se vive o presente em conjunto com as memórias do passado.
Logo, a imaginação do futuro é perpetuada no presente, pelo que este não se desloca, apenas existe...
Assim, seguindo uma lógica bastante racional, somos matéria, leves e constantes pontos existentes entre a memória e a intemporalidade da imaginação!
Creio que o que pões em causa não é a existência, mas sim a forma como existes, pois já dizia um velho amigo sábio "Eu penso, logo existo"...

manuel zeeman said...

hhhmmmmm....

nao concordo.

o futuro é APENAS gerado pela imaginacao... ou como ser-se-á possivel aceder-se a algo inexistente do qual nao se tem memoria? pela imaginacao la esta. a imaginacao é ela alimentada pelo passado, gerada num possivel unico presente.

logo...

A "VISAO" DO FUTURO que nos é DADA PELA IMAGINACAO, nao é perpetuada mas sim gerada no "presente" (como consegues perpetuar algo que nao existe e do qual nao tens memoria). o que é perpetuado (e nao aconcelhado) no "presente" é a memoria do passado (ou visao do passado que nos é dado pela memoria, gerado tambem ele num possivel unico presente...)

tambem nao disse que o futuro se desloca (ou referias-te ao presente?), o que se desloca somos nos (o ente presente), ao mesmo tempo imateriais e a unica entidade material existente (nao seremos nos a unica referencia do presente que teremos realmente a disposicao? no entanto deslocamo-nos sim... gracas a memoria e a imaginacao que utilizamos como criadores duma escala temporal.

tambem nao concordo com o uso que deste à intemporalidade... pois sera tudo intemporal excepto nos que existimos num momento que se desloca... nos no nosso presente é que damos temporalidade ao passado e ao futuro, coisa que nao faz parte deles por natureza... sendo eles inexistentes como poderao ser caracterizados e rotulados? nós é que nos rotulamos e medimos a nós próprios... logo o tempo existe exclusivamente no presente (que nao existe excepto em cada um de nos, interior)

sendo a intemporalidade uma caracteristica (ou negacao duma) de tudo o resto que nos é exterior...

logo... a intemporalidade do passado E do futuro, eles proprios inexistentes senao na nossa memoria e imaginacao...

para finalizar... se eu ponho em causa a forma como existo... nao estarei a por em causa a propria existencia? eu acho que sim.

o sabio tinha toda toda a razao em dizer "eu penso logo existo", eu diria ate mais...

eu penso, logo tudo existe.

;)